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Cid sabia que joias recebidas eram de ‘interesse público’

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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), sabia que as joias recebidas pelo governo do ex-presidente em viagens ao exterior eram de interesse público. A Polícia Federal investiga um possível esquema de venda ilegal desses itens de luxo.
O advogado Fabio Wajngarten, confirma as mensagens em sua integralidade. E diz que o conteúdo demonstra que, àquela altura, ele desconhecia o Rolex —pois tratavam do kit rosé.
Além disso, como o blog revelou, a defesa de Bolsonaro vai entregar às autoridades a íntegra das mensagens de Cid com Wajngarten.

As conversas obtidas pela PF aconteceram entre Mauro Cid, Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência da República (setor responsável por gerir o acervo de presentes) e Marcelo Costa Câmara, assessor especial de Bolsonaro durante o mandato.

Para a PF, as mensagens deixam claro que “além da existência de um esquema de peculato (desvio de recursos públicos)”, Câmara e Cid tinham “plena ciência das restrições legais da venda dos bens no exterior”.

A defesa de Bolsonaro, repetidamente, afirma que os itens eram privados e pertenciam ao ex-presidente, que acumula contradições sobre o caso das joias.

As contradições de Jair Bolsonaro

Em 4 de março, Bolsonaro disse não ter pedido presentes e nem recebido. No dia seguinte, disse que itens recebidos iriam para o acervo público.

Meses depois, após a imprensa revelar a existência de pelo menos dois kits com itens de luxo que teriam sido vendidos de maneira ilegal, o ex-presidente disse que “Nada foi extraviado, nada sumiu. Nada foi escondido. Ninguém vendeu nada. Acho que a questão desses três pacotes está resolvida”.

No dia 18 de agosto, Bolsonaro disse que os itens pertenciam a ele, que eram considerados como “personalíssimos”.

No último dia 31 de agosto, Bolsonaro, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e outras seis pessoas prestaram depoimento no caso das joias nas sedes da Polícia Federal em Brasília e em São Paulo.

Dessa vez, Bolsonaro ficou em silêncio. Também se calaram Michelle, Marcelo Câmara e o ex-chefe da comunicação do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten.

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