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Prefeitura de SP quer ampliar prevenção à Covid em estradas, aeroportos e rodoviárias

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A Prefeitura de São Paulo pretende intensificar o controle em rodovias, aeroportos e rodoviárias na capital para tentar evitar a chegada da variante indiana do coronavírus, que teve casos confirmados no estado do Maranhão neste final de semana.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda (24), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que deseja iniciar as ações o mais rápido possível, mas que tais medidas não dependem apenas da gestão municipal.

Ainda de acordo com Nunes, a área técnica da Secretaria Municipal da Saúde irá se reunir com equipes do Ministério da Saúde nesta tarde. A expectativa é a de começar a implementar os protocolos a partir desta terça (25).

“Hoje à tarde tem uma reunião técnica para poder formalizar os procedimentos. Por parte da Prefeitura, a gente gostaria que começasse amanhã, o quanto antes, mas a gente ainda depende dessa reunião para poder fazer um trabalho coordenado, com inteligência, e que seja realmente eficaz”, afirmou Nunes.

O prefeito esteve na região da Capela do Socorro, Zona Sul da capital, para inaugurar uma unidade da República Jovem, casa de destinadas a jovens com idade acima de 18 anos em situação de vulnerabilidade social e sem condições de moradia.
Medidas
Nos aeroportos, alertas sonoros e visuais devem alertar a população sobre sintomas e sobre medidas de prevenção.

A prefeitura afirma ainda que serão realizadas “ações educativas” nas rodovias e que deve implementar uma triagem para identificar casos sintomáticos da Covid-19 entre passageiros do Terminal Rodoviário do Tietê provenientes do Maranhão.
A gestão municipal chegou a propor ao governo federal a exigência de teste negativo para passageiros de voos vindos do Maranhão, durante uma reunião virtual do secretário da Saúde, Edson Aparecido, com o ministro Marcelo Queiroga, no último sábado (22). No entanto, a pasta não acatou esta recomendação.
A exigência de testes do tipo RT-PCR para passageiros de voos domésticos só pode ser implementada se houver decisão do governo federal, segundo a Anvisa.

Em coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde anunciou o envio de 600 mil testes rápidos de Covid-19 para o Maranhão e outros 450 mil para outros estados. O plano de testagem apresentado pelo governo federal, porém, não determina como deve ser feita a seleção de pessoas assintomáticas para a realização de exames.

Em nota, o ministério disse que “acolheu o conceito da estratégia” apresentada pela prefeitura de São Paulo.

Segundo a pasta, o plano de testagem para conter a variante indiana é dividido em três eixos: a realização de testes em pessoas sintomáticas; testes em assintomáticas, por meio de uma busca ativa em locais de grande circulação de pessoas e profissionais mais expostos ao risco; e testes para identificar a prevalência da doença em determinadas populações, o que permite o acompanhamento epidemiológico dos casos.

O ministro da Saúde disse, em nota, que “considerando que São Paulo é a maior cidade do país e Guarulhos é o maior aeroporto, devemos reforçar a vigilância para que essa variante não se espalhe pelo Brasil”. No entanto, Queiroga não detalhou como será feita a vigilância nestes locais.

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